CONCEPÇÕES E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE PROFESSORES DOS ANOS
INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: UM ESTUDO SOBRE AFETIVIDADE E
INCLUSÃO DE CRIANÇAS CEGAS

Nome: Leida Raasch
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 10/12/2019
Orientador:

Nome Papelordem decrescente
Rita de Cassia Cristofoleti Orientador

Banca:

Nome Papelordem decrescente
Douglas Christian Ferrari de Melo Examinador Externo
Záira Bomfante dos Santos Examinador Interno
Rita de Cassia Cristofoleti Orientador

Resumo: O presente estudo se propôs a investigar os saberes docentes que permeavam as
concepções e as práticas pedagógicas existentes no cotidiano escolar de uma aluna
cega, buscando compreender a importância e o papel da afetividade nos processos
de ensino e aprendizagem em uma escola da rede pública do município de São
Gabriel da Palha – ES. Teve como referência teórica os estudos da perspectiva
Histórico-Cultural desenvolvidos por Vygotsky (1997/2012, 2010, 2008, 2007, 2000,
1995,1993) e os conceitos e contribuições de Wallon (2010, 2007, 1999, 1975) sobre
afetividade nas relações de ensino e aprendizagem. Esta pesquisa caracterizou-se
como uma pesquisa qualitativa participante. Os procedimentos utilizados para a
obtenção dos dados foram a observação participante das práticas educativas e das
relações de ensino realizadas na sala de aula e anotações das observações em diário
de campo, assim como, o registro de algumas atividades realizadas pela aluna cega
através de fotos. Entendendo que a qualidade da mediação pedagógica é fator
determinante na qualidade dos vínculos que se estabelecem entre os
alunos/professores/conteúdos escolares/conhecimento, esta pesquisa pretendeu
contribuir para o aprimoramento dos saberes dos professores auxiliando na melhoria
do processo de ensino aprendizagem de alunos cegos, na tentativa de ressignificar o
fazer pedagógico numa perspectiva inclusiva. No decorrer da pesquisa constatamos
que haviam dificuldades de planejamento na atuação colaborativa, como também
necessidade de atualização dos equipamentos tecnológicos e aprendizagem de seu
manuseio pelos professores. Quanto às análises dos dados concluímos que os
professores entendem serem os mediadores no processo de conhecimento do aluno,
embora algumas dificuldades de adaptação de material e de efetiva inclusão da aluna
cega ficaram evidenciados nos episódios narrados e analisados no decorrer da
pesquisa. Fato relevante foi a constatação da audiodescrição como um excelente
caminho alternativo para a aprendizagem da aluna cega.
Palavras-chave: Educação Especial. Perspectiva Histórico-Cultural. Afetividade.
Aprendizagem. Cegueira.

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