Desenvolvimento de sinais em Libras para o ensino de Química Orgânica: um estudo de caso de uma escola de Linhares/ES

Nome: Amanda Bobbio Pontara
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 03/01/2018
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Nery Furlan Mendes Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Nery Furlan Mendes Orientador
Rita de Cassia Cristofoleti Examinador Interno
Rodrigo Dias Pereira Examinador Externo

Resumo: Por meio de pesquisa bibliográfica, prática docente, e indagação a intérpretes de Libras e professores de Química constatou-se que há carência de material didático específico para o Ensino de Química para alunos surdos. Ao fazer a pesquisa bibliográfica não foram encontrados na literatura especializada – dicionários, livros e/ou artigos científicos – um número significativo de sinais que contemplem o Ensino de Química para surdos, em especial o ensino de Química Orgânica. Diante disso, para aperfeiçoar o processo de ensino, desenvolveram-se cinco apostilas, três modelos de avaliações, cinco jogos e dois roteiros de aulas experimentais, todos adaptados ás necessidades dos surdos, além de um glossário de sinais químicos em Língua de Sinais, para auxiliar as intérpretes e alunos na compreensão do material desenvolvido. Para tanto, foi necessário realizar um breve estudo histórico sobre a educação de surdos no Brasil e no mundo. A pesquisa bibliográfica procurou identificar propostas teóricas em relação ao uso da Língua Brasileira de Sinais para o Ensino de Química, bem como a necessidade de material adaptado para que ocorra uma aprendizagem significativa da Química. Essa carência dificulta a comunicação e a construção do conhecimento do aluno surdo que tem a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como sua primeira língua. O estudo ocorreu na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Bartouvino Costa ao longo do ano letivo de 2016, com a colaboração de dois alunos surdos, oito intérpretes e três professoras de Química. Os resultados obtidos demostram que a criação de termos químicos para a língua de sinais, bem como, materiais ricos em imagens e esquemas representacionais contribuem de forma significativa para o processo de ensino-aprendizagem da Química a alunos surdos.

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