O TRABALHO COLABORATIVO NA EDUCAÇÃO ESPECIAL: EXPERIÊNCIAS QUE ATRAVESSAM O FAZER PEDAGÓGICO NO INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO, CAMPUS SÃO MATEUS
Nome: ERICK CARLOS DA SILVA
Data de publicação: 26/11/2025
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ANDREA ALEXANDRA LÓPEZ BARRAZA | Coorientador |
| ISABEL MATOS NUNES | Presidente |
| JOSIANE BELTRAME MILANESI | Examinador Externo |
| RITA DE CASSIA CRISTOFOLETI | Examinador Interno |
Resumo: A dissertação busca compreender como as práticas pedagógicas inclusivas e o trabalho colaborativo são articulados com o Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne) no Instituto Federal do Espírito Santo, campus São
Mateus.Para isso, optou-se por uma abordagem qualitativa, configurando-se como um estudo de caso (Gil, 1999), com o uso de instrumentos metodológicos como entrevistas com profissionais da educação: professores e gestores do campus São Mateus do Instituto, além de análise documental. A análise dos dados foi subsidiada pela análise de conteúdo (Bardin, 1977; 2016), a partir da criação de categorias emergentes e da utilização de duas unidades de registro: palavra e tema, em um movimento analítico. Como pressuposto teórico, adotou-se a sociologia figuracional eliasiana (Elias, 1988; 1994; 2000; 2006), abordando os conceitos centrais de rede de interdependência, figuração e processos sociais. Os resultados indicam que há incentivos institucionais para a execução de práticas colaborativas, evidenciados especialmente nos documentos oficiais, notadamente na criação dos Napnes e no fomento à colaboração desde o planejamento até as reuniões de acompanhamento discente, envolvendo diversos rofissionais. Além disso, a análise documental revela que ainda há aspectos a serem aprimorados, como a estruturação de recursos e de
pessoal para o atendimento aos estudantes com necessidades específicas, bem como a organização dos documentos institucionais, de modo a unificá-los sempre que possível, contribuindo para a articulação de práticas e procedimentos acadêmicos. Durante as entrevistas, observou-se que uma abordagem colaborativa está presente, embora, para que o trabalho colaborativo se efetive, seja necessário que a instituição fomente momentos específicos para sua realização. Os participantes destacam a importância do tempo, da formação continuada e do planejamento conjunto para favorecer uma dinâmica colaborativa, ainda que persistam alguns obstáculos, como a resistência de parte dos envolvidos. Conclui-se que o campus se aproxima de uma perspectiva colaborativa, mas é preciso que existam condições institucionais que possibilitem, de fato, a consolidação de um ensino colaborativo, caso essa seja a diretriz que a instituição deseje adotar.
