A EDUCAÇÃO DE FREUD E A EDUCAÇÃO EM FREUD: Um diálogo

Nome: Alessandra Lopes da Silva Macedo
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 28/06/2021
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Regina Celia Mendes Senatore Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alice Melo Pessotti Orientador
Regina Celia Mendes Senatore Orientador
Rita de Cassia Cristofoleti Orientador

Resumo: A presente dissertação evidencia-se como a educação comparece na obra de Freud
e para isso transpôs-se um percurso desde o seu nascimento, perpassando por cada
marco teórico da investigação psicanalítica. Com o intuito de ampliar o fazer
psicanalítico para além da clínica, este trabalho acadêmico alçou contribuições e
reflexões para campos de saberes da psicanálise e da educação. Nesse sentido, a
epistemologia deixada por Freud fornece, a partir da observação de sua prática
clínica, construtos teóricos capazes de entender a singularidade e os mecanismos
psíquicos que norteiam as escolhas objetais de cada sujeito. Durante a trajetória,
destacam-se as concepções freudianas acerca da constituição e funcionamento do
sistema psíquico. Tais elaborações auxiliaram a entender como a educação influencia
os processos psíquicos e contribui para a formação da personalidade. De posse da
constatação de que o sujeito se constitui em contato com o outro, a pesquisa norteouse para os trabalhos em que Freud lança um olhar para a constituição da civilização
e faz refletir sobre os efeitos repressivos necessários para atender os fins civilizatórios,
porém acarreta ao sujeito a renúncia dos desejos pulsionais. Nesta via, o autor
denuncia os abusos de uma educação moralizante e acentua a amnésia que todo
adulto adquire, e por isso segue no processo educativo atendendo os ideais narcísicos
na educação das crianças. Esse fato fez o autor ansiar por uma educação
psicanaliticamente conduzida. Ainda, compreendeu-se a agressividade e o
sentimento de culpa em Freud e entende-se que a interpretação do autor, acerca
destes construtos, se pauta numa relação em que primeiramente os instintos
agressivos são necessários para que o sujeito se coloque numa posição ativa, muito
embora posteriormente enfrente o embate com as forças controladoras do superego.
Por fim, o impossível é apresentado para demonstrar a desilusão de Freud com a
possibilidade de uma totalidade de êxitos quando entram em cena as profissões
mediatizadas pela palavra. No entanto, essa desilusão está longe de esgotar as
discussões sobre a aproximação da psicanálise com a educação, antes, serve como
apetite para que novas reflexões venham ser saciadas com base no saber
psicanalítico.
Palavras- chave: Psicanálise - Educação - Renúncia pulsional

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