A Literatura Afro-brasileira: pela descolonização do ensino de literatura

Nome: Emanuelle Rodrigues Loyola
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 30/05/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Eliane Gonçalves da Costa Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Eliane Gonçalves da Costa Orientador
Márcio Rogério de Oliveira Cano Examinador Externo
Záira Bomfante dos Santos Examinador Interno

Resumo: Esta dissertação realiza o estudo da literatura afro-brasileira feminina no Ensino Médio como uma prática pedagógica decolonial que leva ao aluno a uma reflexão sobre os modelos colonizadores vigentes, renunciando a formas únicas de conhecimento, sociedade e cultura, bem como suas formas de validação, para dar espaço à diversidade e à pluralidade sociocultural, em consonância com a Lei 10.639/03 que prevê o estudo da história e da literatura africana e afro-brasileira na escola. Parte-se da linha de pensamento de Cândido (2011), que pensa a literatura como fator transformador do homem, enquanto ato humanizador. A literatura afro-brasileira na sala de aula rompe com os moldes canônicos e possibilita ao leitor uma construção social de respeito e conhecimento do outro e de reconstrução de uma identidade individual e coletiva, abrindo espaço para a voz e para a autoria negra feminina. Para isso, o estudo faz um levantamento histórico da literatura na educação no Brasil, observando como era realizado o ensino de literatura e como os documentos oficiais do MEC, após a aprovação da LDB nº9394/96 e suas modificações a partir da lei 10.639/03, têm gerado outras formas e apreciações do texto literário em sala de aula. Utilizou uma pesquisa ação por meio de oficinas de leituras desenvolvidas com alunos do 2º ano do ensino médio elegendo os contos afro-brasileiros de Conceição Evaristo e Fátima Trinchão para leitura e seguindo a proposta da sequência básica do letramento literário de Rildo Cosson. Analisou-se a recepção desses textos e a forma como os elementos presentes na literatura afro-brasileira, memória, ancestralidade, oralidade, são notados pelos alunos, a partir de uma prática literária que leva ao contato estético e reflexivo.

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