AGENDA 21 COMO FERRAMENTA PARA ENSINO E DISCUSSÃO DA SUSTENTABILIDADE NA EDUCAÇÃO DO CAMPO

Nome: Paula Salvador
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 20/03/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Sandra Mara Santana Rocha Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Nery Furlan Mendes Examinador Interno
Erica Duarte Silva Examinador Externo
Marcos da Cunha Teixeira Examinador Externo
Sandra Mara Santana Rocha Orientador

Resumo: A relação do homem com a natureza ao longo da história seguiu caminhos que
levaram a uma crise destrutiva dos recursos naturais, incluindo o próprio homem.
Crise esta, que se iniciou no século passado e segue até os dias atuais, quer seja
por fatores e catástrofes naturais, ou ainda, pela apropriação e exploração imposta
pelo sistema capitalista. Como enfrentamento a esta crise, desde o século passado,
têm se promovido encontros para discussão, alerta e proposição de ações capazes
de minimizar este problema. Sendo um dos mais relevantes a Conferência das
Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ocorreu em 1992,
na cidade do Rio de Janeiro - Brasil. Nesta conferência foi elaborado um documento
como meio de intervenção à degradação ambiental, chamado de Agenda 21 Global,
nome este pelas ações serem propostas para o século XXI. Cada país signatário
desenvolveria sua Agenda 21 Nacional que se desdobraria a nível local e escolar.
Nesse sentido, apresenta-se como objetivo principal deste trabalho implementar a
Agenda 21 na Escola Municipal de Educação Integral e do Campo Francisco José
Mattedi, localizada no município de São Gabriel da Palha, Estado do Espírito Santo.
Trata-se de uma pesquisa aplicada, utilizando a metodologia da pesquisa-ação de
natureza qualitativa, seguindo as etapas de sensibilização, reflexão, diagnóstico,
plano de ação e avaliação. Como resultado, tivemos a formação da Comissão de
Meio Ambiente e Qualidade de Vida na escola - COM-VIDA, composta por
estudantes, educadores, funcionários da escola, direção e comunidade externa. Foi
organizada por esta Comissão a Conferência Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente,
com estímulo ao protagonismo juvenil, do qual resultou o projeto com tema Água:
fonte de vida e não de lucro. A pesquisa revelou a importância da luta e resistência
para se inserir a educação ambiental no sistema de ensino de modo crítico e
emancipatório. Concluiu-se que no contexto em que a escola encontra-se inserida
houve contribuição da educação ambiental para o envolvimento da comunidade
escolar e do entorno em atividades que ampliaram sua percepção frente às
questões ambientais para busca de transformações sociais.

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